
A gestão da água e a segurança alimentar sustentam comunidades rurais e urbanas resilientes.
A relação intrínseca entre gestão da água e a segurança alimentar é fundamental para a resiliência de comunidades rurais e urbanas.
O município pode adotar práticas agrícolas dando a devida atenção ao desperdício de recursos hídricos, com manejo sustentável do solo, que melhora a fertilidade e garante a produtividade agrícola, incluindo a adoção de sistemas agroflorestais, que combinam cultivos agrícolas com a restauração e preservação de florestas.
Enquanto as políticas públicas nacionais e estaduais definem diretrizes e fornecem financiamento, os municípios devem implementar diretamente programas de alimentação escolar, apoio à agricultura familiar, cozinhas comunitárias, entre outras medidas que visam combater a insegurança alimentar e garantir que alimentos cheguem às populações vulneráveis.
Por mais que as esferas nacionais e estaduais sejam as responsáveis por estabelecer diretrizes gerais, regulamentar e financiar projetos de gestão hídrica, são as políticas públicas municipais as responsáveis pelo abastecimento de água potável contínuo e seguro, garantindo saúde pública.
As infraestruturas verde-azul, soluções baseadas na natureza (SbN) que combinam elementos naturais e construídos para gerir a água, utilizando áreas verdes e azuis (rios, lagos, bacias) para absorver, infiltrar e purificar águas pluviais, contribuindo para o controle de inundações, são alternativas mais resilientes.
A participação nos Comitês de Bacia Hidrográfica aumenta a capacidade municipal de implementar e monitorar planos e ações relacionados aos recursos hídricos. Estes são órgãos colegiados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, onde o poder público, comunidades e usuários discutem e deliberam sobre a gestão da água na bacia.
A Plataforma De Olho na Cidade reúne 40 indicadores municipais para auxiliar cidadãos e gestores a conhecerem a realidade da sua cidade.